Para a maioria dos americanos, isso implica cortar à metade o seu consumo de refrescos. Segundo Liwei Chen, que liderou a pesquisa, se o indivíduo passar a beber dois copos a menos, provavelmente vai baixar ainda mais a pressão. A sua investigação confirma os argumentos contra o alto consumo de bebidas açucaradas, uma das medidas da campanha do governo americano para mudar os hábitos alimentares da população, que hoje apresenta um alto índice de obesidade. Segundo a Associação Americana do Coração, comer muito açúcar também é um fator de risco para o diabetes, doenças cardíacas e acidente vascular cerebral (o derrame).
Já a Associação Americana de Bebidas argumenta que os refrescos não ameaçam à saúde e não são o único fator de risco para a obesidade ou doença cardíaca.
Vários estados americanos, incluindo Nova York e Califórnia, estão considerando cobrar um imposto de fabricantes de bebidas para enfrentar o alto custo com o tratamento de doenças relacionadas à obesidade. Um estudo divulgado pelo Instituto de Medicina dos Estados Unidos indicou que a hipertensão é uma doença ignorada no país, apesar de ser responsável por uma em cada seis mortes e causar gastos em saúde de US$ 73 milhões.